Cannabis, Conectividade Cerebral e Risco de Psicose
- Instituto Neurofeedback

- 3 de abr.
- 3 min de leitura
Atualizado: 4 de abr.

Um artigo publicado recentemente no JAMA Psychiatry revela descobertas sobre o uso de cannabis e o desenvolvimento cerebral, especialmente em jovens adultos em risco de psicose. O estudo, destacado em um artigo do PsyPost, lança luz sobre como a cannabis pode afetar negativamente a conectividade cerebral e o que isso pode significar para a saúde mental. Como especialistas em neurofeedback, estamos particularmente interessados em como essas descobertas colaboram com nosso entendimento da função cerebral e possíveis intervenções.
Principais Descobertas do Estudo:
Pesquisadores da Universidade McGill usaram imagens avançadas do cérebro (tomografias por emissão de pósitrons) para medir a densidade sináptica – basicamente, as conexões entre as células cerebrais – em três grupos: jovens adultos recentemente diagnosticados com psicose, aqueles em alto risco de desenvolver psicose e um grupo de controle saudável.
Os pontos principais foram:
Conectividade Cerebral Reduzida: Tanto o grupo com psicose quanto o grupo de alto risco mostraram menor densidade sináptica em comparação com os controles saudáveis. Isso sugere que problemas de conectividade cerebral podem estar presentes mesmo antes do início completo dos sintomas psicóticos.
Cannabis Exacerba o Problema: O uso de cannabis foi associado a maiores reduções na densidade sináptica em todos os grupos. Isso reforça a preocupação de que o uso de cannabis, especialmente durante períodos críticos de desenvolvimento cerebral (adolescência e início da idade adulta), pode perturbar o processo natural de poda sináptica do cérebro.
Impacto nos Sintomas Negativos: A redução na densidade sináptica foi ligada a sintomas negativos da psicose, como retraimento social e falta de motivação – sintomas que são frequentemente difíceis de tratar com medicamentos.
Por que isso importa para a saúde mental:
Essas descobertas são significativas porque apontam para um mecanismo biológico potencial por trás da ligação entre o uso de cannabis e o risco de psicose. O cérebro passa por um desenvolvimento e refinamento significativos durante a adolescência e o início da idade adulta, um período de rápida poda sináptica. Perturbar esse processo, especialmente com substâncias como a cannabis, pode ter consequências de longo prazo para a saúde mental. A conexão entre a densidade sináptica reduzida e os sintomas negativos também é crucial. Esses sintomas podem ser incrivelmente debilitantes e frequentemente não respondem bem aos medicamentos antipsicóticos tradicionais. Encontrar maneiras de melhorar a conectividade cerebral pode oferecer nova esperança para indivíduos que lutam com esses desafios.
É importante notar que este estudo não prova que a cannabis causa psicose, e mais pesquisas são necessárias para entender completamente a relação complexa entre o uso de cannabis, desenvolvimento cerebral e saúde mental. No entanto, essas descobertas são uma contribuição valiosa para nosso entendimento da saúde cerebral e dos potenciais riscos associados ao uso de cannabis, especialmente para populações vulneráveis.
Essa pesquisa destaca a importância de proteger a saúde cerebral, especialmente durante períodos críticos de desenvolvimento. Embora o neurofeedback não seja uma cura para a psicose, é uma ferramenta promissora que pode ajudar a melhorar a conectividade cerebral e apoiar o bem-estar mental. No Instituto Neurofeedback, estamos comprometidos em manter-nos atualizados sobre as últimas pesquisas e explorar maneiras inovadoras de ajudar nossos clientes a alcançar a função cerebral ótima.
Se você ou alguém que você conhece está lutando com desafios de saúde mental ou está preocupado com o impacto do uso de cannabis no desenvolvimento cerebral, entre em contato conosco para saber mais sobre como o neurofeedback pode ajudar.





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