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Fawning e dificuldade de dizer não: por que colocar limites dói tanto?

  • Foto do escritor: Instituto Neurofeedback
    Instituto Neurofeedback
  • 4 de fev.
  • 2 min de leitura

Atualizado: 8 de fev.

Você já se perguntou por que dizer “não” parece tão difícil para algumas pessoas? Por que, mesmo quando sabemos que estamos ultrapassando nossos próprios limites, ainda assim cedemos? Para muitas pessoas, isso não tem a ver com falta de assertividade ou insegurança comum. Pode estar relacionado a uma resposta ao trauma pouco conhecida: o fawning.


Quando dizer não ativa ameaça no corpo

Em situações de trauma relacional — especialmente na infância — o corpo aprende rapidamente o que é seguro e o que não é. Para algumas pessoas, discordar, contrariar ou se posicionar gerava conflito, rejeição ou afastamento emocional.

O sistema nervoso aprende então que:

“Manter o outro satisfeito é mais seguro do que me posicionar.”

Esse aprendizado acontece no corpo, antes da consciência.


O que é fawning?

O fawning é uma resposta automática ao trauma, assim como lutar, fugir ou congelar.Ele pode ser compreendido como “agradar para sobreviver”.

Pessoas nesse padrão costumam:

  • ter dificuldade em dizer não

  • sentir culpa ao se priorizar

  • evitar conflitos a qualquer custo

  • se adaptar excessivamente ao outro

Esse funcionamento é explicado com mais profundidade no nosso artigo principal sobre fawning como resposta ao trauma.


Limites não doem por fraqueza — doem por ameaça

Quando o corpo associa limites à perda de vínculo, dizer “não” ativa respostas fisiológicas de estresse:

  • aceleração cardíaca

  • tensão muscular

  • ansiedade

  • medo de rejeição

Por isso, apenas “aprender técnicas de comunicação” muitas vezes não funciona.O corpo continua sentindo que o limite é perigoso.


Fawning não é escolha, é adaptação

É importante reforçar:isso não é defeito de personalidade.

Como aponta a psicologia do trauma, o fawning é uma estratégia adaptativa. Ele surge quando o vínculo é percebido como essencial para a sobrevivência emocional.

Nomear esse padrão ajuda a tirar a culpa e abrir espaço para a mudança.


Por que só entender não resolve

Muitas pessoas compreendem racionalmente esse padrão, mas continuam repetindo-o.Isso acontece porque o fawning é psicofisiológico, não apenas cognitivo.

Enquanto o sistema nervoso estiver em alerta, o corpo continuará priorizando agradar em vez de se proteger de forma saudável.


No Instituto Neurofeedback, trabalhamos com a regulação do sistema nervoso para que o corpo possa sair do modo sobrevivência. O neurofeedback ajuda o cérebro a:

  • reduzir padrões automáticos de hipervigilância

  • fortalecer a autorregulação emocional

  • recuperar flexibilidade entre emoção, pensamento e ação


Quando o corpo aprende segurança, dizer não deixa de doer — porque o vínculo já não é vivido como ameaça.


Colocar limites não é afastar — é se preservar

Curar o fawning não significa se tornar rígido ou indiferente. Significa sentir-se seguro o suficiente para ser autêntico.

Você não é assim. Seu sistema nervoso aprendeu assim. E ele pode aprender algo novo.

 
 
 

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