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Fawning nos relacionamentos: quando agradar afasta a intimidade

  • Foto do escritor: Instituto Neurofeedback
    Instituto Neurofeedback
  • há 2 dias
  • 2 min de leitura

Muitas pessoas se dedicam intensamente aos seus relacionamentos. Estão sempre disponíveis, compreensivas e dispostas a ceder. Ainda assim, carregam uma sensação persistente de vazio, desconexão ou de não serem verdadeiramente vistas. Esse paradoxo pode estar ligado a uma resposta ao trauma pouco reconhecida: o fawning.


Quando agradar vira estratégia relacional

O fawning é uma resposta automática do sistema nervoso, assim como lutar, fugir ou congelar. Ele surge quando o corpo aprende que manter o vínculo é a principal fonte de segurança. Em vez de reagir ou se afastar, a pessoa:

  • se adapta excessivamente,

  • antecipa expectativas,

  • evita conflitos,

  • silencia necessidades próprias.

Tudo isso acontece não por escolha consciente, mas por aprendizado corporal.


Vigilância relacional constante

Pessoas em fawning costumam viver em estado de monitoramento emocional do outro.Perguntas silenciosas acompanham a relação:

  • “Será que eu disse algo errado?”

  • “Será que ele(a) vai se afastar?”

Esse estado de vigilância impede presença real. A pessoa está no relacionamento, mas não está inteira. Esse padrão é aprofundado no nosso artigo principal sobre fawning como resposta ao trauma.


Por que isso afasta a intimidade

A intimidade emocional exige autenticidade. Mas o fawning prioriza adaptação. Com o tempo:

  • desejos próprios ficam confusos,

  • limites desaparecem,

  • o vínculo passa a existir sem troca real.

O outro se relaciona com uma versão moldada — não com quem a pessoa realmente é.


Attachment como defesa ao trauma

Em contextos de trauma relacional, o apego deixa de ser apenas vínculo e passa a funcionar como mecanismo de defesa. O corpo entende que perder a conexão é perigoso. Assim, agradar se torna uma forma de proteção emocional.


Por que só conversar sobre isso não resolve

Mesmo compreendendo esse padrão, muitas pessoas continuam repetindo-o. Isso acontece porque o fawning é psicofisiológico. Enquanto o sistema nervoso estiver em estado de ameaça relacional, o corpo continuará priorizando adaptação em vez de autenticidade.


Como o neurofeedback pode ajudar

No Instituto Neurofeedback, trabalhamos para que o corpo saia do modo sobrevivência.

O neurofeedback ajuda o cérebro a:

  • reduzir hipervigilância relacional,

  • aumentar autorregulação emocional,

  • recuperar flexibilidade entre emoção e ação.


Quando o corpo aprende segurança, a intimidade deixa de ser ameaçadora — e passa a ser possível.


Relacionar-se sem se apagar é aprendizado

Curar o fawning não é se tornar rígido ou distante.É permitir que o sistema nervoso sustente o vínculo sem abrir mão de si.

Você não é assim. Seu sistema nervoso aprendeu assim. E ele pode aprender algo novo.

 
 
 

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